Simplesmente porque as tatuagens são feitas numa das camadas mais profundas da pele, que não sofre renovação. É bom lembrar que o tecido que recobre nosso corpo é formado por três camadas principais: a epiderme, mais externa; a derme, intermediária; e a hipoderme, a mais profunda de todas. Das três, a única que está em constante renovação é a epiderme. "As tatuagens são feitas com injeção de pigmentos diretamente na derme, que não se renova", diz a dermatologista Solange Teixeira, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Os tatuadores usam finas agulhas que penetram cerca de 2 milímetros no tecido e, então, injetam gotas de tinta lá dentro, na derme. É por esse motivo que as tatuagens não saem do corpo, enquanto um risco de caneta, que só atinge a epiderme, desaparece com água e sabão. Entretanto, caso não tenham sido bem-feitas, elas podem acabar ficando borradas com o tempo. Isso ocorre, por exemplo, quando a agulha não atinge a derme ou quando a tinta é de baixa qualidade. Os desenhos também podem perder definição em virtude da ação de células de defesa da pele, que tentam isolar os pigmentos por entender que eles são uma agressão ao organismo.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Como funciona a pílula masculina?
O funcionamento sexual masculino envolve vários hormônios. O cérebro produz alguns deles, como o GnRH, o FSH e o LH. Estes dois últimos comandam a atividade dos testículos, que produzem outro hormônio, a testosterona, e também os espermatozoides, as células reprodutivas masculinas.Diferentemente da versão feminina, a pílula masculina mais viável, ainda em fase de testes no Instituto de Pesquisa para o Planejamento Familiar, em Pequim, não é um comprimido, mas uma injeção de testosterona misturada a óleo de semente de chá. A dose de hormônio sintético entra no organismo e é absorvida aos poucos pela corrente sanguínea.Com a injeção, o cérebro capta a mensagem de que o organismo produziu hormônio o suficiente. Os receptores avisam outro hormônio, o GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina), espécie de gerente do processo, que a fabricação está satisfatória. Então, o GnRH ordena que a fabricação de FSH e LH ganhe uma folga.Sem FSH e LH, os testículos não recebem o aviso para iniciar a produção de testosterona e espermatozoides. O nível de testosterona não muda, porque o testosterona "importado" foi injetado no organismo. Mas os espermatozoides param de ser fabricados. Assim, quando ejacular, o homem que tomou a "pílula" não terá espermatozoides no sêmen.Defeitos colateraisDe impotência a doenças, os riscos da pílula masculinaA pílula masculina vem sendo estudada pelos cientistas desde os anos 80. O problema é que, ao contrário da pílula feminina, os efeitos colaterais são muito imprevisíveis. Há risco de doenças cardiovasculares, câncer de próstata, variações de humor e até infertilidade mesmo depois de o paciente parar de tomar o medicamento. É por isso que ela ainda está na fase de testes e não está à venda nas farmácias. Outras versões da pílula, sem hormônios, foram testadas, como substâncias capazes de impedir os espermatozoides de se movimentarem ou que paralisam os músculos responsáveis pela sua liberação. Mas o efeito colateral é ainda pior: o cara que tomar essa versão pode até ficar impotente!
sábado, 4 de julho de 2009
Como se formou a areia da praia?
Os grãos que a gente usa para brincar de "milanesa" nascem do desmanche das rochas de alguma serra próxima. É o mesmo processo que forma a areia dos rios, dunas, lagos e lagoas - e que costuma demorar milhões de anos, do desgaste de uma rocha à carona do vento ou da água dos rios até as praias. A origem geográfica da areia pode estar numa cadeia montanhosa a poucos metros ou a muitos quilômetros da praia. É o tipo de rocha dessa montanha que determina o tipo de areia em que você deita e rola no verão. "Por exemplo, aquela areia branca e fina, comum nas praias do Brasil, é composta principalmente de quartzo, mineral que vem do granito, um dos tipos de rocha mais abundantes na serra do Mar, que margeia o litoral do país", afirma o geólogo Paulo Gianinni, da USP. O que pouca gente sabe é que, depois de figurar na paisagem praiana por milhões de anos, os grãos de areia também morrem. Tudo acontece ali na praia mesmo: empilhado pelo peso enorme das novas camadas de areia que continuamente chegam à costa, o grão desce a centenas de metros de profundidade e volta a ser pedra, formando o assoalho oceânico.
De pedra ao pó
Desgaste das rochas é o primeiro passo na formação dos grãos
1. O processo de formação da areia começa com a ação do vento, da chuva, de raízes e de microorganismos sobre uma pedra, que os geólogos costumam chamar de "rocha mãe". Em um intervalo de milhões de anos, esses agentes lixam a pedra, decompondo-a em partículas minúsculas
2. Esses "restos" de pedra caem ao redor da rocha mãe, misturando-se à vegetação. O material que vai compor a areia já está lá, mas, enquanto não mudar de endereço, ele é simplesmente um tipo de solo
3. A formação da areia segue com o transporte de solo para longe da rocha mãe. Sob a ação do vento, da gravidade e das enxurradas, essa mistura - chamada agora de sedimento - desce a ladeira montanhosa rumo a um rio
4. Pela ação da água do rio, o sedimento é "peneirado" entre argila, areia e cascalho. A argila é tão leve que fica em suspensão na água. O cascalho, maior, fica no fundo e nem chega à praia. A areia, sim, tem o tamanho ideal para ser carregada pela correnteza
5. Dependendo do caminho e da resistência do mineral de origem, os grãos podem sofrer um "amadurecimento" e chegarem menores e mais arredondados à praia. É lá que eles vão passar os próximos milhões de anos da sua vida
6. Na costa, a areia muda de lugar por causa do movimento das marés. E o mar e os rios também trazem outros ingredientes para a mistura, como conchas, algas e outros restos de animais que dão a fórmula final da areia
De grão em grão
Origem da rocha determina cor da areia
AREIA NEGRA
TAMANHO DO GRÃO - 0,25 a 0,5 mm de diâmetro
COMPONENTE PRINCIPAL - Mica
Grãos angulosos (cheios de saliências pontiagudas e irregulares) como estes são típicos de praias de areia escura. Além de enegrecer a areia, a mica sinaliza que o local de origem da areia é uma montanha bem próxima da praia
AREIA BRANCA
TAMANHO DO GRÃO - 1 a 2 mm de diâmetro
COMPONENTE PRINCIPAL - Quartzo
Este é o tipo de areia presente em boa parte do litoral brasileiro. O fato de o grão ser arrendondado e composto de quartzo (um "subproduto" da mica) mostra que a rocha que deu a origem à areia fica relativamente distante, pois o grão já sofreu bastante desgaste
AREIA MESCLADA
TAMANHO DO GRÃO - 0,12 a 0,25 mm de diâmetro
COMPONENTE PRINCIPAL - Silício
A principal fonte mineral desta areia são os grãos irregulares e esbranquiçados de silício. Mas ela também possui muitos fragmentos de corais e algas vermelhas, que podem dar uma coloração mais forte à mistura
De pedra ao pó
Desgaste das rochas é o primeiro passo na formação dos grãos
1. O processo de formação da areia começa com a ação do vento, da chuva, de raízes e de microorganismos sobre uma pedra, que os geólogos costumam chamar de "rocha mãe". Em um intervalo de milhões de anos, esses agentes lixam a pedra, decompondo-a em partículas minúsculas
2. Esses "restos" de pedra caem ao redor da rocha mãe, misturando-se à vegetação. O material que vai compor a areia já está lá, mas, enquanto não mudar de endereço, ele é simplesmente um tipo de solo
3. A formação da areia segue com o transporte de solo para longe da rocha mãe. Sob a ação do vento, da gravidade e das enxurradas, essa mistura - chamada agora de sedimento - desce a ladeira montanhosa rumo a um rio
4. Pela ação da água do rio, o sedimento é "peneirado" entre argila, areia e cascalho. A argila é tão leve que fica em suspensão na água. O cascalho, maior, fica no fundo e nem chega à praia. A areia, sim, tem o tamanho ideal para ser carregada pela correnteza
5. Dependendo do caminho e da resistência do mineral de origem, os grãos podem sofrer um "amadurecimento" e chegarem menores e mais arredondados à praia. É lá que eles vão passar os próximos milhões de anos da sua vida
6. Na costa, a areia muda de lugar por causa do movimento das marés. E o mar e os rios também trazem outros ingredientes para a mistura, como conchas, algas e outros restos de animais que dão a fórmula final da areia
De grão em grão
Origem da rocha determina cor da areia
AREIA NEGRA
TAMANHO DO GRÃO - 0,25 a 0,5 mm de diâmetro
COMPONENTE PRINCIPAL - Mica
Grãos angulosos (cheios de saliências pontiagudas e irregulares) como estes são típicos de praias de areia escura. Além de enegrecer a areia, a mica sinaliza que o local de origem da areia é uma montanha bem próxima da praia
AREIA BRANCA
TAMANHO DO GRÃO - 1 a 2 mm de diâmetro
COMPONENTE PRINCIPAL - Quartzo
Este é o tipo de areia presente em boa parte do litoral brasileiro. O fato de o grão ser arrendondado e composto de quartzo (um "subproduto" da mica) mostra que a rocha que deu a origem à areia fica relativamente distante, pois o grão já sofreu bastante desgaste
AREIA MESCLADA
TAMANHO DO GRÃO - 0,12 a 0,25 mm de diâmetro
COMPONENTE PRINCIPAL - Silício
A principal fonte mineral desta areia são os grãos irregulares e esbranquiçados de silício. Mas ela também possui muitos fragmentos de corais e algas vermelhas, que podem dar uma coloração mais forte à mistura
Qual é o material mais duro que existe?
Na natureza, o material mais duro é o diamante. Para arrancar uma lasca dele é preciso aplicar uma pressão de 442 gigapascais, o equivalente a 4,5 milhões de atmosferas! Em 2005, no entanto, cientistas de uma universidade na Alemanha conseguiram sintetizar um material ainda mais duro, uma espécie de diamante artificial, que resiste a uma pressão de 492 gigapascais. Para chegar a esse material, eles comprimiram átomos de carbono a 2,2 mil graus Celsius e a uma pressão de mais de 200 mil atmosferas. Os diamantes sintéticos obtidos tinham a forma de bastões com no máximo 1 milésimo de centímetro - menores que uma bactéria. "Esse processo ainda é caro, mas, se o material provar sua utilidade, a tecnologia pode se desenvolver para que ele fique mais barato", diz a física Maria Cristina dos Santos, da USP, especialista em estrutura de materiais. Pedras preciosas duras como os diamantes têm aplicações importantes na indústria. Além de servirem como lâmina para cortar outros materiais resistentes, elas são usadas para proteger a parte magnética dos discos rígidos de computadores. Uma camada de milésimos de milímetro de diamante é suficiente para proteger o hardware de qualquer dano que possa prejudicar seu funcionamento
Por que os corpos celestes pegam fogo quando entram na atmosfera?
Por dois motivos: o atrito com os gases que compõem a atmosfera e a combustão que acontece quando a concentração de oxigênio aumenta. Esses fenômenos fazem da atmosfera um verdadeiro escudo contra corpos que entram em rota de colisão com o planeta, protegendo-o de invasores meteóricos. "Eles começam a ser destruídos assim que entram nas camadas mais altas da atmosfera, mas a 100 quilômetros de altitude é que eles pegam fogo mesmo", diz Roberto Barbosa, engenheiro do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial da Força Aérea Brasileira. Mas, se essa camada gasosa é tão impenetrável, como as naves que mandamos para o espaço conseguem voltar sãs e salvas? Elas também se desintegrariam, não fosse uma cuidadosa estratégia de reentrada, nome dado à fase da missão em que elas cruzam a atmosfera de volta ao planeta. Desde a Segunda Guerra Mundial existem estudos para que os mísseis driblassem o escudo atmosférico. A "corrida espacial" desenvolveu ainda mais esses conhecimentos até que, em 1960, a missão soviética Sputnik 5 foi a primeira a conseguir mandar uma nave para o espaço e trazê-la de volta sem fritar a tripulação - no caso, duas cadelas. Em 1961, Yuri Gagarin foi o primeiro homem a ir ao espaço - e voltar! Mas a reentrada ainda preocupa os astronautas: em 2003, o ônibus espacial Columbia explodiu justamente nessa etapa.
Penetração dolorosa
Na chegada à atmosfera, corpos celestes enfrentam escudo gasoso
1. Quando um corpo celeste se aproxima da Terra, a milhares de quilômetros por hora, ele entra em contato com as moléculas de gases que compõem a atmosfera. Isso cria uma força de atrito que "freia" o invasor e gera um calor na casa de milhares de graus Celsius! O objeto vira brasa e começa a se desintegrar
Altitude - a partir de 100 km
2. Conforme diminui a altitude, a concentração de oxigênio aumenta e começa a combustão do corpo celeste, que costuma ser feito de materiais inflamáveis, como o carbono. O objeto pega fogo, até que se desintegra totalmente. Sabe as estrelas cadentes? São justamente esses corpos pegando fogo e depois apagando
Altitude - entre 50 e 85 km
Chapa quente
Naves espaciais têm estratégias para se proteger dessa queimação
Mudança de rota
Uma nave em órbita a 800 quilômetros de altitude, como um ônibus espacial, gira ao redor do planeta a cerca de 26 mil km/h. Na hora da reentrada, ela freia para mudar sua trajetória em cerca de 3º em relação à órbita e cair devagar. O ângulo é de vida ou morte: se for maior que 3º, a nave cai em alta velocidade e pega fogo
Altitude - Entre 250 e 800 km
Nave de atitude
Uma reentrada segura também depende da atitude, posição e ângulo da nave em relação à Terra. As espaçonaves cônicas entram com a ponta para a frente, e o ônibus espacial vem de barriga, para aumentar a força de atrito que diminui a velocidade. Se a nave for esférica, a atitude não tem importância
Sem frescura
Mesmo com a velocidade menor, as naves espaciais ficam com a superfície muuuito quente. Para evitar que os astronautas derretam lá dentro, várias tecnologias são usadas. O ônibus espacial, por exemplo, usa revestimento térmico especial, feito de cerâmica, capaz de agüentar os 1 650 ºC na sua parte de baixo
À espera da janela
A previsão do tempo é fundamental para quem volta do espaço. O serviço de meteorologia determina as janelas de reentrada, momentos em que as condições climáticas são ideais para voltar à Terra. Qualquer chuva, ventania ou tempestade elétrica na ionosfera podem causar imprevistos fatais para a missão
Altitude - Qualquer lugar entre 20 e 250 km
Bate e volta
Mas nem sempre a reentrada dá certo. Dependendo da velocidade, do formato e da atitude com que um corpo entra na atmosfera, ele pode ricochetear de volta, igualzinho a uma pedra chata atirada no lago. Isso acontece porque a atmosfera, como a água, é um fluido - a diferença é que ela é gasosa, em vez de líquida
Penetração dolorosa
Na chegada à atmosfera, corpos celestes enfrentam escudo gasoso
1. Quando um corpo celeste se aproxima da Terra, a milhares de quilômetros por hora, ele entra em contato com as moléculas de gases que compõem a atmosfera. Isso cria uma força de atrito que "freia" o invasor e gera um calor na casa de milhares de graus Celsius! O objeto vira brasa e começa a se desintegrar
Altitude - a partir de 100 km
2. Conforme diminui a altitude, a concentração de oxigênio aumenta e começa a combustão do corpo celeste, que costuma ser feito de materiais inflamáveis, como o carbono. O objeto pega fogo, até que se desintegra totalmente. Sabe as estrelas cadentes? São justamente esses corpos pegando fogo e depois apagando
Altitude - entre 50 e 85 km
Chapa quente
Naves espaciais têm estratégias para se proteger dessa queimação
Mudança de rota
Uma nave em órbita a 800 quilômetros de altitude, como um ônibus espacial, gira ao redor do planeta a cerca de 26 mil km/h. Na hora da reentrada, ela freia para mudar sua trajetória em cerca de 3º em relação à órbita e cair devagar. O ângulo é de vida ou morte: se for maior que 3º, a nave cai em alta velocidade e pega fogo
Altitude - Entre 250 e 800 km
Nave de atitude
Uma reentrada segura também depende da atitude, posição e ângulo da nave em relação à Terra. As espaçonaves cônicas entram com a ponta para a frente, e o ônibus espacial vem de barriga, para aumentar a força de atrito que diminui a velocidade. Se a nave for esférica, a atitude não tem importância
Sem frescura
Mesmo com a velocidade menor, as naves espaciais ficam com a superfície muuuito quente. Para evitar que os astronautas derretam lá dentro, várias tecnologias são usadas. O ônibus espacial, por exemplo, usa revestimento térmico especial, feito de cerâmica, capaz de agüentar os 1 650 ºC na sua parte de baixo
À espera da janela
A previsão do tempo é fundamental para quem volta do espaço. O serviço de meteorologia determina as janelas de reentrada, momentos em que as condições climáticas são ideais para voltar à Terra. Qualquer chuva, ventania ou tempestade elétrica na ionosfera podem causar imprevistos fatais para a missão
Altitude - Qualquer lugar entre 20 e 250 km
Bate e volta
Mas nem sempre a reentrada dá certo. Dependendo da velocidade, do formato e da atitude com que um corpo entra na atmosfera, ele pode ricochetear de volta, igualzinho a uma pedra chata atirada no lago. Isso acontece porque a atmosfera, como a água, é um fluido - a diferença é que ela é gasosa, em vez de líquida
Qual é o elemento químico mais perigoso?
A periculosidade dos elementos químicos depende de vários fatores. "Alguns elementos podem ter uma toxicidade alta e oferecer um risco baixo em função das condições da exposição", diz Elizabeth Nascimento, toxicologista da USP. É o caso do plutônio, considerado pelo Guinness o elemento mais perigoso por poder ser usado em bombas atômicas. Mas ele é raríssimo na natureza - é pouco provável que você o encontre por aí. Outros critérios que influenciam o grau de perigo são dose, concentração, solubilidade, tamanho, forma de contato, tempo e freqüência da exposição e até mesmo a sensibilidade de cada pessoa à substância. :-*
Maus elementos
Na tabela periódica, até elementos aparentemente inofensivos podem se tornar uma ameaça
AGENTES DUPLOS
Sódio, potássio, cálcio e magnésio são essenciais para o corpo, mas uma só gota de potássio na corrente sanguínea mata em segundos. Ele acaba com a diferença de carga elétrica que existe entre as partes interna e externa das células, fundamental para a transmissão dos impulsos nervosos. Isso impede a contração muscular e o coração pára de bater
HEAVY METAL
O grupo dos metais tem venenos como o arsênio e elementos que intoxicam por acumulação. Nosso corpo não consegue excretar sais de mercúrio, cádmio, cromo, manganês e chumbo que ingerimos pela água ou pela respiração. Aí, eles vão se acumulando e podem causar distúrbios neurológicos, respiratórios, renais e até matar
ONDAS FATAIS
Na turma do fundão da tabela, muitos elementos dos grupos de lantanídeos e actinídeos são radioativos: seu núcleo emite ondas de energia que atravessam nossa pele e atrapalham o funcionamento das células, causando câncer. Nesse grupo se encontram vilões famosos, como o urânio das usinas nucleares e o plutônio das bombas atômicas
GÊNIOS DO MAL
O grupo dos halogênios inclui flúor e cloro, que, diluídos a menos de 1% na pasta de dentes e na água, nos protegem de bactérias. Mas algumas baforadas de ar com cloro a 0,1% são fatais. No pulmão, os elementos desse grupo reagem com água e formam ácidos fortes, que corroem tudo. O gás mostarda, usado na Primeira Guerra Mundial, era puro gás cloro
Maus elementos
Na tabela periódica, até elementos aparentemente inofensivos podem se tornar uma ameaça
AGENTES DUPLOS
Sódio, potássio, cálcio e magnésio são essenciais para o corpo, mas uma só gota de potássio na corrente sanguínea mata em segundos. Ele acaba com a diferença de carga elétrica que existe entre as partes interna e externa das células, fundamental para a transmissão dos impulsos nervosos. Isso impede a contração muscular e o coração pára de bater
HEAVY METAL
O grupo dos metais tem venenos como o arsênio e elementos que intoxicam por acumulação. Nosso corpo não consegue excretar sais de mercúrio, cádmio, cromo, manganês e chumbo que ingerimos pela água ou pela respiração. Aí, eles vão se acumulando e podem causar distúrbios neurológicos, respiratórios, renais e até matar
ONDAS FATAIS
Na turma do fundão da tabela, muitos elementos dos grupos de lantanídeos e actinídeos são radioativos: seu núcleo emite ondas de energia que atravessam nossa pele e atrapalham o funcionamento das células, causando câncer. Nesse grupo se encontram vilões famosos, como o urânio das usinas nucleares e o plutônio das bombas atômicas
GÊNIOS DO MAL
O grupo dos halogênios inclui flúor e cloro, que, diluídos a menos de 1% na pasta de dentes e na água, nos protegem de bactérias. Mas algumas baforadas de ar com cloro a 0,1% são fatais. No pulmão, os elementos desse grupo reagem com água e formam ácidos fortes, que corroem tudo. O gás mostarda, usado na Primeira Guerra Mundial, era puro gás cloro
Por que o fruto do coqueiro tem agua?
Porque no coqueiro ocorre um endosperma líquido.
As plantas sempre produzem pela união do gameta (célula sexual) feminino com o masculino. No caso do coqueiro o que ocorre é uma dupla fecundação. Um gameta masculino se une à célula ovo, oosfera, dando origem ao embrião. Outros dois gametas femininos se unem dentro do próprio fruto e a eles se junta outro gameta masculino. Esse casamento dará origem ao endosperma, o tecido nutritivo que envolve o embrião. "O tipo de endosperma do coco-da-baía é peculiar porque suas células originais, quando começam a se multiplicar, dividem apenas o seu núcleo, ao contrário de outros tipo que dividem a célula inteira. Esses núcleos que ficam soltos formam um endosperma líquido. À medida que o fruto vai amadurecendo, passa a ocorrer também a divisão do citoplasma - o líquido que recheia todas as células - com formação da parede celular das células periféricas, dando origem à polpa", explica a agrônoma Maria Emília M. Estelita, da Universidade de São Paulo. " A função da água de coco é nutrir o embrião durante seu desenvolvimento e a germinação da semente." Por isso sua composição é extremamente rica: minerais (ferro, fósforo, cálcio), vitamina C, complexo B, homônios, proteínas, lipídios e açúcar.
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